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Glossário

Menopausa e Sexualidade


1. A menopausa implica o fim da sexualidade?
2. Após a menopausa, a mulher tem menos desejo sexual?
3. Nesta fase, o prazer também é menos intenso?
4. Há mulheres mais velhas que se queixam de ocasionalmente sentirem dores fortes no abdómen durante o orgasmo. Porquê?
5. É muito frequente a mulher menopaúsica sentir dores durante a penetração, o que não acontecia antes da menopausa?
6. O que se pode fazer para melhorar a lubrificação?
7. Será normal ter relações sexuais em idade avançada?
8. A actividade sexual após a menopausa é igual á actividade sexual na juventude?
9. Há pessoas que dizem ter melhorado a sua vida sexual após a menopausa. É possível?
10. "Com a menopausa deixei de ser a mesma pessoa - tudo mudou na minha vida e sinto-me sem vontade para nada." - que comentários fazer?

1. A menopausa implica o fim da sexualidade?

De modo nenhum. O que a menopausa implica é o fim da reprodução. Para o ser humano a reprodução é apenas uma das funções da sexualidade e é pela partilha desta que duas pessoas se ligam, através do elo do prazer. Para muitas mulheres e muitos homens o fim da capacidade reprodutora significa finalmente sentirem--se libertos de uma consequência indesejável e portanto poderem usufruir mais da sua sexualidade.

 

2. Após a menopausa, a mulher tem menos desejo sexual?

Não é necessariamente assim. No envelhecimento há uma diminuição lenta e gradual do desejo sexual. O desejo sexual feminino está dependente de uma complexa influência de factores ambientais, afectivos, psicológicos e fisícos. A menopausa só por si não implica directamente a diminuição do desejo, o qual do ponto de vista hormonal está mais dependente dos androgéneos (hormonas que o homem produz em grande quantidade e a mulher em pequena), já que o corpo feminino costuma produzir estas hormonas.

 

3. Nesta fase, o prazer também é menos intenso?

A capacidade para ter orgasmo não muda após a menopausa. O que se verifica é que com o avanço da idade a duração e a intensidade do orgasmo diminuem.

 

4. Há mulheres mais velhas que se queixam de ocasionalmente sentirem dores fortes no abdómen durante o orgasmo. Porquê?

Durante o orgasmo tanto a vagina como o útero contraem-se de um modo rítmico. Nas mulheres mais velhas estas contrações uterinas são sobretudo do tipo espasmódico - semelhantes às dores menstruais. Por vezes estas contrações podem ser dolorosas.

 

5. É muito frequente a mulher menopáusica sentir dores durante a penetração, o que não acontecia antes da menopausa?

Às vezes assim acontece. Quando a mulher começa a sentir-se sexualmente excitada, as paredes da vagina produzem um líquido viscoso que lubrifica (molha) a vagina e assim a prepara para a penetração. Por outro lado, a vagina é um orgão altamente elástico- consegue alargar durante o parto deixando passar a cabeça do bébé. Quando há diminuição de estrogéneos, o que acontece na menopausa, a vagina torna-se menos elástica e as suas paredes mais finas e frágeis, diminuindo deste modo a capacidade de penetração sem dor.

 

6. O que se pode fazer para melhorar a lubrificação?

Para além de lubrificantes e ou outros medicamentes que o seu médico poderá sugerir, são importantes as seguintes medidas:

  • que o relacionamento sexual ocorra de uma maneira tranquila e mais prolongada, porque nesta fase a mulher necessita de mais tempo e de mais carícias para ficar excitada e lubrificada;
  • que aumente o número de vezes que a mulher tem relações sexuais visto que uma vagina activa se mantem mais saudável e elástica. É um caso em que a "função faz o orgão".

 

7. Será normal ter relações sexuais em idade avançada?

Comentários como " continuo a ter relações sexuais, mas só porque o meu marido insiste - parece-me um bocado repugnante para uma mulher da minha idade ( 70 anos!...)" são frequentes. Parece-lhe repugnante porque vive numa cultura em que o sexo é associado á juventude. Perdura na nossa sociedade o mito de que os velhos já não devem sentir desejo sexual. Semelhante ideia é um preconceito e nada tem a ver com a realidade. O sexo é, de facto, de e para todas as idades. Tendo o sexo muitas funções- uma delas é a partilha do afecto e da intimidade - este torna-se especialmente importante numa fase da vida habitualmente caracterizada por perdas. Com o envelhecimento muitos dos nossos papéis perdem a importância. Os filhos saem de casa e muitos dos familiares e amigos vão morrendo. Com a reforma são frequentes sentimentos de desvalorização. O próprio corpo também se transforma e neste contexto a necessidade de intimidade pode ser ainda mais intensa. Finalmente, o casal tem tempo um para o outro e isso inclue a partilha da sexualidade. Todo e cada ser humano tem necessidasde dessa intimidade até morrer, pelo que a sexualidade é um impulso natural que não deve ser repugnante, pelo contrário, deve proporcionar dar e receber afecto além de prazer, independentemente da idade.

 

8. A actividade sexual após a menopausa é igual á actividade sexual na juventude?

Não. Como todos os aspectos do ser humano, a sexualidade também se transforma com a idade. O envelhecimento implica que o corpo se modifique tanto no seu aspecto como na sua capacidade de acção. Com a idade aumentam também as doenças. Em relação à sexualidade, verifica-se uma diminuição lenta da própria frequência - a pessoa gradualmente sente menor necessidade de ter relações sexuais. Por outro lado o ritmo é mais lento, pelo que o sexo é também mais lento e prolongado. Por vezes a interacção sexual também é condicionada pelas consequências das doenças, como por exemplo: as dores provocadas pelo reumatismo podem implicar que determinadas posições sejam dolorosas pelo que outras terão de ser adoptadas; após o enfarte do miocárdio a actividade sexual não deve ser abandonada devendo ser retomada ao ritmo das outras actividades do dia - a - dia e o casal deve assumir posições que cansem menos daquelas que tinham antes do enfarte ocorrer.

 

9. Há pessoas que dizem ter melhorado a sua vida sexual após a menopausa. É possível?

Sim. Quando tal acontece deve-se essencialmente a três factores: tempo, disponibilidade e experiência. É uma fase da vida em que frequentemente o casal passa a ter mais tempo um para o outro. Por outro lado, os anos de experiência trazem um maior conhecimento do próprio corpo e do corpo do outro, para além do bem estar e da desinibição que os anos de vida em comum dão. Com o tempo e a experiência passa-se a valorizar mais a qualidade versus a quantidade.

 

10. "Com a menopausa deixei de ser a mesma pessoa - tudo mudou na minha vida e sinto-me sem vontade para nada." - que comentários fazer?

Nesta fase da vida a mulher tem que enfrentar não só o fim da sua actividade reprodutora como uma série de acontecimentos que implicam perdas e mudanças radicais. É a fase da saída de casa dos filhos, da doença e morte dos seus próprios pais, de alterações importantes no seu próprio corpo. Vê-se pouco atractiva fisicamente e psiquicamente instável, frequentemente antes da menopausa. Nesta fase, afrontamentos, dores de cabeça, insónias, perdas de urina, etc. causam mal estar e até intolerância ao próprio corpo. Geram-se estados de ansiedade e de depressão que implicam tristeza, irritabilidade e desiteresse por tudo e por todos. Nesta situação a mulher deverá procurar ajuda médica / psicológica especializada. Dispomos hoje de tratamentos eficazes para estas situações.

 



A informação disponível no site não dispensa Consulta de Menopausa.
Autoria: Dr.ª Maria da Conceição Barbas (Internista. Endocrinologista), Dr.ª
Ermelinda Ramalho (Ginecologista), Prof.ª Catarina Soares (Psicóloga Clínica)
Inês Pedrosa (Escritora).
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